A escala 6×1 prevê seis dias de trabalho e um de descanso remunerado. Veja os principais pontos do modelo:
– HORAS SEMANAIS: Em geral, a escala atende ao limite de 44 horas semanais da CLT, com jornadas como 8 horas de segunda a sexta e 4 aos sábados, ou 7h20 por dia nos seis dias.
– DIAS DE FOLGA: A folga pode cair em qualquer dia da semana, mas a lei exige que ao menos uma a cada quatro semanas seja no domingo.
– ONDE É USADA: É comum em setores de operação contínua, como comércio, restaurantes, indústrias e telemarketing.
– DEBATE ATUAL: Por prever só um dia de descanso, a escala é questionada por seus efeitos na qualidade de vida e por propostas de adoção de dois dias de folga por semana.
Um dos principais argumentos contra a escala 6×1 é seu impacto na saúde física e emocional.
Jornadas longas, sobretudo em funções operacionais, aumentam o desgaste e reduzem o tempo de descanso e recuperação.
Entre os efeitos mais comuns estão:
absenteísmo, queda no engajamento, rotatividade, afastamentos médicos e dificuldade de retenção.
No Brasil, o tema também se relaciona ao aumento dos afastamentos por saúde mental: em 2024, foram mais de 400 mil casos, o dobro de dez anos antes, segundo o Ministério da Previdência Social.
Jornadas rígidas também podem prejudicar a vida familiar, os estudos e o desenvolvimento pessoal, reforçando o tema nas políticas de bem-estar corporativo.
Reduzir a jornada não resolve todos os problemas, já que fatores como ambiente tóxico e falta de reconhecimento seguem decisivos. Ainda assim, a carga de trabalho se tornou um tema estratégico no mundo do trabalho.
